Eu, fruto do meio
Já gastei algum tempo na minha vida pensando em como eu seria hoje em dia se eu tivesse feito as coisas diferentes.
Se eu não tivesse reprovado a 8ª série, por exemplo.
Se eu não tivesse reprovado a 8ª série, poderia encher a boca pra dizer que meu histórico escolar era impecável, poderia cobrar o mesmo dos meus filhos, poderia... poderia...
Poderia ser mais infeliz que hoje, por que minhas amizades verdadeiras, conheci quando, repetente, comecei a estudar com elas.
E o que eu seria hoje em dia, se meu pai não tivesse se separado da minha mãe quando eu era um bebê de 11 meses de vida? Ou, se mesmo separados, ele fosse mais presente em minha vida (e eu na dele)? Ou se minha mãe fosse mais amorosa, mais carinhosa e não tão liberal?
Me lamentando sobre isso outro dia, meu namorado, certamente sem se tocar da importância do que me disse, lembrou que é graças a esses fatores que eu sou quem eu sou.
Se minha família fosse diferente, eu certamente o seria também.
E não necessariamente de uma maneira melhor. Pois coisas que pra mim foram difíceis, não seriam tão valorizadas se tivessem sido mais fáceis.
E talvez eu seja assim tão carinhosa para suprir o carinho que eu gostaria de ter recebido... assim como procuro sempre ouvir meus amigos por sentir falta de quem me ouça.
Parafraseando os Engenheiros do Hawaii ( que eu amo ):
"Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual"
...em pensar no tempo que gastei discutindo com aquele meu colega de filosofia (ver posts anteriores) sobre o meio ser fruto do homem ( o que não deixa de ser verdade ).

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