A honestidade vale a pena?
Nossa, tem um cara da minha sala de Filosofia que tudo que eu penso e defendo, ele pensa diferente. Incrível!
Hoje tivemos mais uma discussão. É que ele é (ao meu ver) aquele tipo de pessoa que culpa o mundo pelas suas faltas, e não vê que o problema está nele.
Ele diz que tira notas ruins por que o professor é ruim, e não por que não estuda (e está comprovado cientificamente que ele não estuda), ele diz que pesca por que prova não mede conhecimento de ninguém, e diz que não vale a pena ser honesto, por que se não os desonestos passam à frente e tomam seu lugar.
A pior mentira é aquela que você diz pra você mesmo, não é?
No momento em que ele assumisse que precisa estudar mais, que uma nota que você obtém honestamente é muito mais gratificante que a que você obtém desonestamente, assim como a honestidade em si compensa muito mais que a desonestidade, ele ia entender meu ponto de vista.
...mas o que é que eu tenho a ver com o modo dele de pensar, né? Azar o dele! Como diz um amigo meu, que também é da nossa sala, não adianta discutir, ele tem a opinião dele e eu a minha. Discussão só trará estresse.
Mas se um dia eu tivesse em uma situação em que ele quisesse trabalhar para mim, eu certamente não o adimitiria.
Estou sendo intolerante?

2 Comments:
At 9 de junho de 2004 às 17:34,
Anônimo said…
Oi, Di! Sou eu, o Dedé, de novo... Hoje parei pra comentar todos.... de baixo pra cima! ihihihih =cD
Claro que a honestidade vale a pena!
O que não vale a pena é ficar discutindo com esse cidadão, Di... (bom, até aí eu não sei se não vale... de repente, você vai advogar e, no futuro, em um tribunal, encontrar um bicudo desses pela frente... vale como treino, talvez! ;c) )
A honestidade é o melhor presente que uma pessoa pode dar a si mesma! E não estou falando só de consciência tranqüila não... De ter a reputação impecável não... tô falando em auto-preservação também! De praticar a honestidade pois só assim a comunidade fica viável!
O ser humano, como animal social (e político, como disse Aristóteles... pra citar um filósofo, já que tá fazendo cadeira de filosofia =c) ) só viveria em perfeita harmonia praticando a honestidade. Claro que estamos longe desse ideal utópico, mas cada um, por si só, buscando esse ideal, perceberia a mudança.
No caso desse seu colega, por exemplo; o que seria melhor pra ele mesmo? Sem contar se ele aprendeu ou não a cadeira, se a prova o fez testar seu conhecimento ou não... Seria melhor se ele estudasse, aprendesse e tirasse, como natural conseqüência uma nota boa por isso, ou se pescasse e tirasse também uma nota boa? Primeiro temos de ser honestos pra nós mesmos. O mundo fica mais leve. Funcionamos melhor. Sem fardos nem traves. Inseguranças desabam... Auto-estima se avoluma. E olhe que auto-estima vale muito, mas MUITO mais que qualquer conta bancária! Sem um pingo de demagogia!
Seu colega diz assim porque está enraizado em algum preconceito (lembra-se do post anterior?). Opiniões são preconceitos, pois nunca temos certeza absoluta de nada. Não devemos ter opiniões, devemos ter pontos de vista. E ter a cabeça aberta sempre para mudá-los se algum dado fundamental para o assunto, que estava escondido, vem à tona.
Ele tem uma opinião formada e deturpada sobre seus problemas, e é isso que o está fazendo ser desonesto consigo mesmo.
Fala aê, Raul: "Eu prefiro seeeer essa metamorfose ambulante... Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!" ;c)
Beijo, Di! =c*
At 16 de junho de 2004 às 13:06,
Anônimo said…
não, você não está sendo não.
Postar um comentário
<< Home